Coisas que aprendi em quatro meses de maternidade

Ahn, a maternidade. É linda, é encantadora, é puro amor. Quando você descobre a gravidez é um sonho. A empolgação a cada ultrassom, sentir mexer, as compras do enxoval. Tudo calmo, lindo, tranquilo! Até o bebê nascer. Continua sendo tudo isso, mas você descobre que também  é cansativo. Sério, física e emocionalmente. Você vai se descobrir amando diretamente proporcional ao seu cansaço. Sim, é exaustivo. Mas é gratificante. Extremamente.

Eu virei mãe ao ouvir o chorinho da Clarice na sala de parto. Click. Virou o botãozinho e eu me enxerguei mãe. E descobri tantas coisas depois daquele momento. Descubro diariamente.

Você vai chorar. E como. Vai chorar de emoção ao ouvir esse choro, vai chorar de alegria ao ver que é muito além daquilo que você imaginava (é mais bonito, é mais encantador, é mais tudo). Vai chorar quando seu filho chorar. Vai chorar ao ouvir aquela música que você escutava na gravidez. Por muito tempo você vai chorar ao ouvi-la. Vai chorar sem motivo algum. Vai chorar de cansaço. Ahn como vai chorar. Vai chorar se questionando se era aquilo mesmo que você imaginava que era ser mãe. E depois vai chorar pedindo perdão por se questionar. Loucura, não?

Eu jamais, JAMAIS imaginaria que teria coragem de tirar os peitos pra fora para amamentar minha cria em qualquer lugar. Sério. Ainda mais meus peitos que são grandes, assustam. Você vai amamentar em qualquer lugar e isso vai ser NORMAL pra você. É normal, você só não sabia antes. Não por isso eu coloco foto dos meus peitos alimentando minha filha no instagram. Tenho limites rs

Você vai esquecer por um bom tempo a vida social. Você vai hibernar. Hibernar no aprendizado diário de ser mãe, de ter um filho, de descobri-lo e se redescobrir. Mas você vai enjoar de ficar em casa todo esse tempo, só cuidando de bebe, da casa, do bebe de novo. O trabalho em casa não tem fim. Você vai reclamar, se arrepender por alguns segundos e depois se arrepender de ter se arrependido (oi?).

Se você trabalha fora você vai pensar, nem que seja por um segundo, em largar o trabalho. Como deixar aquele serzinho indefeso na mão de outra pessoa? Em uma escola? Ai você se lembra que não pode abrir mão do salário, da carreira, e começa a pensar onde deixar seu filhinho. Você vai sofrer.

Se você não trabalha, vai querer em algum momento trabalhar. Seja na hora em que a casa estiver uma bagunça, que você se sentir sozinha, que precisar conversar com alguém sobre outra coisa que não seja fraldas, refluxo ou saltos de desenvolvimento. 

Você vai comparar, mentalmente (ou não) o peso e a altura do seu filho com outras crianças da mesma idade. E vai sofrer se ele estiver mais magro ou menor que os outros bebês. E vai se questionar se está acima do peso se estiver mais gordinho que outros. 

São tantos pensamentos misturados. Enfim, ser mãe é um eterno questionar-se a si mesmo. Tá pronta pra vivenciar tudo isso? Rs ou Já é mãe e vive isso diariamente? Bem vindo ao meu mundo. 

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