reflexão

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Pra você que decidiu não ser mãe

Antes de mais nada, quero dizer que esse texto não foi escrito para convencer ninguém a ser mãe ou o contrário. Na verdade, escrevi como uma reflexão para mim mesma, considerando os meus pensamentos do passado. Sim, eu tinha certeza que não seria mãe. Que coisa não? E eu acredito que se dê pra fazer tudo que eu cito aqui tendo filhos ou não. É uma questão de escolhas e tempo. Aqui é apenas a minha realidade.

Você que tem plena convicção de que não quer ser mãe nessa vida, tem tantos argumentos positivos quanto aquelas mulheres que sempre sonharam em parir. Eu já estive nessa situação. Sei que a vida é muito boa e tranquila sem um bebê. Uma criança. Um adolescente. E por aí vai. O dinheiro também rende mais. Rende mais viagens, mais roupas, sapatos, jantares fora. Rende mais o que você quiser. O tempo livre então! Sem comparação. As noites de sono. Os cuidados com o cabelo, a pele, os dentes. Sim, os dentes, porque ter um bebê em casa pode fazer você esquecer de escova-los. Coisas da vida, maternidade real. 

 

Não ter filhos garante muitas idas ao cinema, ou uns filmes em casa mesmo. Garante estar em dia com as séries no netflix (in memorian – aqui em casa). Garante as leituras em dia. Ahn as leituras. Livro, que isso, de comer? 

Não ter filhos diminuiu em alto grau as preocupações da vida. Sim, porque até quando não tem o porquê você se preocupa. Radar de mãe, não desliga nunca mais. 

Posso aqui escrever inúmeros motivos para não se ter filhos, considerando as vantagens financeiras, emocionais, psicológicas, enfim, quer tranquilidade mantenha-se apenas como um casal (ou solteira – como quiser rs).

É muito mais fácil convencer a alguém a não ter filhos, porque eu jamais, de forma alguma, vou conseguir transformar em palavras a maternidade. Não sei como descrever o que senti quando, naquela sala de parto, ouvi o choro da Clarice pela primeira vez. Não tem viagem inesquecível, promoção no trabalho, dinheiro na conta, limite no cartão, horas de sono, nada que se compare com aquele sentimento. Inexplicável. Eu senti fisicamente uma coisa, uma transformação visceral. Pra sempre. 

 

E a partir dali tudo o que eu imaginava de vida se transformou. Olhar aquele serzinho seu, que você pariu, que depende totalmente de você, hibernar nos primeiros meses de vida dele. Se enxergar naquele bebezinho. É uma coisa de outro planeta. Você se transforma. Você quer mudar o mundo por ele.

Pela Clarice eu sou mais paciente, menos agressiva, mais pacificadora. Por ela eu respeito mais as regras da vida. Eu paro no sinal amarelo, eu falo mais bom dias, eu respeito os limites de velocidade, eu separo o lixo. E foi genuíno. Acho que aquela chavinha que virou quando a Clarice nasceu mudou as configurações de mim mesma. Rs pra melhor.

Enfim, quando me perguntavam há dois anos quando eu teria filhos, eu sorria um sorriso amarelo e dizia: calma, ainda é cedo. Mas somos nosso próprio tempo, não? Gratidão pela Clarice ser tão decidida que escolheu até quando vir pra esse mundo. ❤️

Independente de qual for a sua escolha, seja feliz. A felicidade não está apenas na maternidade ou nas viagens de férias. Toda escolha tem suas consequências, sejam elas belas ou frustrantes, e para todas elas abrem-se portas incríveis, porém abre-se mao de outras coisas. Por isso que se chama escolha, certo? Acho que o segredo é o equilíbrio e viver bem com aquilo que se decidiu. E se você tem dúvidas da sua decisão, sempre há tempo de mudar o rumo das coisas. Somos nosso próprio tempo. 

O que eu queria nesse exato momento

Ahn como eu queria. Eu queria uma noite inteira de sono. Mas aquele sono pesado, contínuo e que renova. Eu queria um brownie, um biscoito com nutela, um bolo com recheio de doce de leite. Eu queria um vale compras de uns 2000 reais pra comprar tudo que eu tenho em mente pra Clarice. É, só pra ela. Pra mim eu queria um presente especial, com significado, não precisa nem ter valor financeiro. Eu queria um pouco mais de paciência, porque ela anda em falta por aqui. Eu queria sair mais de casa, combinar encontro com amigas, levar a Clarice pra passear mais. Eu queria sair pra comprar roupas novas, sapatos, arrumar o cabelo e tirar essas luzes que já estão com a raiz maior que elas. Eu queria encontrar minhas amigas virtuais que me apoiam nesses momentos de querencias, dúvidas e angústias. 

Mas a realidade é cruel. Eu não consigo dormir mais de 3 horas seguidas, quer a Clarice durma ou não. Eu estou morrendo de sono e algumas vezes demoro pra dormir. Eu não estou comendo doces. Nenhumzinho. Eu não posso gastar dinheiro. Eu não ganho mais nada de presente, só a Clarice que ganha. Eu estou muuuito sem paciência. Eu quase não saio sozinha com a Clarice, dá muito trabalho (bolsa mais carrinho mais bebê conforto mais tudo o mais). Eu não saio pra comprar alguma coisa pra mim faz tempo, e muito menos pra arrumar o cabelo. Falta tempo, ânimo e dinheiro. Todo o meu dinheiro eu só quero gastar com a Clarice. Eu não posso encontrar minhas amigas da internet porque algumas moram em outras cidades, estados e até outro países. 

Poxa vida, eu não poderia querer coisas mais simples e atingíveis não? Mas tudo isso é momentâneo. Já já passa e eu, ou mudo todo esse querer, ou faço alguma coisa para conseguir fazer/ter tudo isso ai. É só um desabafo.

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Para pensar

Um dos itens da minha listinha de 29 coisas para fazer antes dos 30 é “mudar pelo menos algumas coisas na minha rotina”. Meio vago e difícil, não? Quando eu pensei nessa lista, no início do mês de dezembro, eu pensei do modo geral, ou seja, sabia que queria mudar algumas coisas mas não exatamente o que. Ainda não tinha voltado a praticar exercícios físicos (e estava 12 quilos mais gorda – iei), acordava bem em cima da hora para trabalhar, não ligava muito para a organização/decoração do meu apartamento, enfim, esses são alguns exemplos de coisas que estavam me incomodando e eu queria mudar.

Então reli esse item esses dias e voltei a pensar no assunto. Algumas coisas já fui incorporando a minha “nova rotina” (que ainda não considero alterada o suficiente para ter cumprido o item). Ainda tem algumas coisas que eu preciso mudar, e outras que já consegui:

√ Incluir o exercício físico de volta a vida.

Esse item estou conseguindo cumprir, apesar de achar que faço menos dias do que deveria. Faço duas vezes por semana academia com personal e foi a melhor coisa que fiz na vida. Sinto que me esforço muito mais do que ir na academia sozinha, o treino é bem específico para meus objetivos, por ter um compromisso raramente falto e quando falto reponho a aula na mesma semana. Faz apenas três meses, mas sinto que vou continuar firme e forte. E pelo menos mais uma ou duas vezes da semana saio para caminhar/correr no final da tarde. Preciso escrever também como o combo tênis certo + roupas bonitinhas + garmim fizeram eu me empolgar ainda mais com a atividade física.

√ Acordar mais cedo e ter mais tempo para o café/gachos/coisas pela manhã

Eu tinha mania de acordar bem em cima da hora para trabalhar. Quando as meninas vieram pra casa, levantava um pouco mais cedo para dar comida/trocar tapete xixi/ ficar um pouco com elas. Agora eu levanto pelo menos uma hora mais cedo antes de sair de casa. Tomo café, assisto o jornal, cuido das meninas e até arrumo a cama. Antes nem a cama eu arrumava rs. Feio, mas é a verdade, oras. Nos dias que vou na academia a coisa fica mais corrida, mas mesmo assim acordo antes do que antigamente. Já virou hábito.

√ Arrumar meu cantinho no escritório

Eu adoro ficar no computador, passo horas lendo blogs, notícias, assistindo canais no youtube. Eu nunca organizei direito o meu canto, afinal não gosto do jeito que ele está e como não vamos mexer muito nesse apê até mudarmos para o outro (daqui dois anos só), acabava deixando pra lá. Mas decidi dar uma arrumada nesse cantinho, afinal vai demorar ainda para mudarmos. Fiz uns quadrinhos que queria com lembranças das viagens (tenho mais dois pra fazer), enquadrei uma réplica de um quadro que trouxe do MOMA de NY, enfim, deixei um pouco mais com a minha cara e acho que estou gostando do jeito que está. Ainda faltam alguns detalhes, mas estou arrumando e isso que importa. Esses dias tirei uma foto, já está um pouco diferente, mas já estava bem melhor do que antes.

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Ainda tem outras coisas que eu quero alterar na rotina:

Não levar o celular para cama na hora de dormir

Essa é difícil. Antes de ter iphone eu lia muito mais, isso é fato. Depois que o celular passou a fazer parte da minha vida, raramente levo o livro para cama, e sim o celular. Aquela checadinha básica no instagram/facebook/twitter/email antes de dormir (que poderia muito bem ficar para o dia seguinte), o sono chega, vou dormir, e nenhuma página de livro é lida. Mas vou tentar mudar isso deixando o celular na cabeceira da cama e levando o livro na hora de dormir. Pra virar rotina mesmo. Vou tentar começar a partir de hoje isso.

Comprar flores para a casa

Essa é simples mas ao mesmo tempo é difícil. As flores/plantas simplesmente não vivem em casa. Já tentei com flores que ganhei ou outras plantas e as bichinhas morrem, coitadas. Mas tive uma ideia pós casamento bem legal. Comprar flores toda semana para a casa. Não precisa ser flores que duram anos, e sim, uma semana. Para alegrar a casa, mudar a energia, deixar mais bonito e aconchegante. No mercado mesmo tem pra vender, cada semana vou mudar e ver quais duram mais. Vou começar essa semana e depois conto se está dando certo.

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Flores do meu buquê de casamento na cozinha de casa <3

São coisas bobas mas que sem um pouco de esforço não consigo alterá-las. Eu sou a rainha da procrastinação. É feio confessar, mas é verdade, porém esses exercícios diários de alterar levemente meus dias tem me ajudado a superar a preguiça.

E vocês, tem dificuldades de alterar comportamentos ou tarefas diárias que estão acostumados? Se tiver alguma dica pra compartilhar será muito bem vinda rs.

Carta para meu eu de 10 anos atrás

Este post faz parte da blogagem coletiva do mês de março do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Além de temas de postagens coletivas mensais há uma imensa troca de ideias. Quem sabe assim meu blog não volta a velha forma. Quer participar? Então faça parte do grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Fernanda,

Se eu lhe disser que quem está escrevendo aqui é você mesma 10 anos mais velha, você acreditaria? No alto dos seus 19 aninhos estou eu aqui, aos 29, pra lhe contar algumas coisas e dar alguns conselhos, afinal, quase aos 30 anos muita coisa já aconteceu na minha nas nossas vidas. Se com 19 anos você está frustrada porque seus pais se separam, seu pai está desempregado, você largou o namorado, não entrou na faculdade, trabalha em um subemprego, ganha mal, mora com seus pais (separados), sua cachorrinha morreu, NÃO SURTE. Sério. Os seus anos sabáticos estão quase chegando ao fim. Tá, nem tanto, você ainda vai ter que ralar muito pra desfrutar do que hoje nós estamos vivendo, mas se eu puder lhe ajudar de alguma forma daqui, lá vai minhas dicas.

Pensando bem, hoje nessa minha idade eu tenho muito orgulho do que nós fomos nesses últimos 10 anos.  Só nós sabemos o quanto você batalhou pra estudar, trabalhar, prestar concursos, tentar melhorar de vida. E você só queria naquela época ter tido a certeza que no final tudo ia dar certo, né? Mas quem é que tem essa certeza na vida? E quem foi que disse que nós chegamos ao final? Então, o que eu poderia lhe falar é TENHA CALMA. O seu esforço dará resultados e NADA será em vão. CONTINUE em frente.

Em breve você conhecerá o cara que irá transformar a sua vida e a partir daí só coisas boas acontecerão. E depois desse encontro vai parecer que sua vida começou somente a partir daí. Claro que NADA cairá do céu, você vai ter que continuar ralando e ainda vai fazer a sua tão sonhada faculdade e ter seu baile de formatura. Ainda mais, você será pós graduada em Gestão de Pessoas e ainda não vai se dar por satisfeita. Vai estar sempre querendo mais. É esse espírito seu de hoje que vai transformar a gente em dez anos. E olha que transformação, hein!

Por falar em transformação, você deveria cuidar mais da sua saúde e alimentação. É, os 30 anos não são fáceis e você não terá esse corpinho a vida inteira não. Cuide-se, não só para se sentir bem fisicamente, mas para ter saúde e disposição para curtir os melhores anos da sua vida. Ahn, e comece logo fazendo as luzes no cabelo. Você fica melhor loira (fato!).

Enfim, continue fazendo as coisas do jeito que você tem feito porque embora hoje pareçam sacrifícios a toa, no futuro você vai agradecer a si mesma quanto foi bom ser desse jeito. Sabe aquela frase que você tanto repete: “ai de mim se não fosse eu”? Você vai continuar repetindo, mas vai chegar uma hora que o sentido dela vai mudar, e ela vai ser motivo de orgulho.

Ahn, só mais uma coisinha pra lhe estimular nesse caminho: você vai registrar fotos lindas com sua câmera sonhada, vai ter não UMA, mas DUAS pugs lindas como filhas, vai ter um companheiro incrível e, como plus, vai conhecer Paris. É suficiente? Então por favor, cuide do seu peso rs.

Com carinho, você mesma, em 10 anos, loira, acima do peso, ainda falando alto, ainda otimista e com o mundo inteiro pela frente.

Linguística moderna

Recebi esse texto por email de uma amiga do trabalho. Não sei o autor, quem souber deixa aí nos comentários que coloco no post. Simplesmente genial. E ainda falam dos meus “fodas” rsrs

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não”! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ”Não, absolutamente não!” O substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porranenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o-pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba…Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cu!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cu!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cu!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”.

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ”foda-se!”? O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.”. Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”.

O direito ao ”foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE.

Feeling nostalgic

Encontrei um vídeo que eu fiz para a festa de final de ano da escola onde eu trabalhava, com fotos nossas em vários momentos. Eu tinha feito o upload pro youtube pra mandar pro pessoal há um tempo atrás.

Vai fazer três anos que eu saí da escola. Sei que eu estou em um momento incrível da minha vida, com um trabalho legal, o Bruno comigo, meu apê, nossas viagens, novos amigos. But I´m freaking miss this peoples.

1. Festa de Natal dos Alunos, 2. CPFL, Luzes de Natal, 3. Eu, Mari e Marli, 4. Galera na CPFL, 5. Larissa e Lavinia, 6. Mamãe Noel Doidinha, 7. Lavínia, 8. Bruno, Toninho e Marujo, 9. Girls

Porque a vida as vezes tem que nos afastar, né? Levar cada um para um canto… Claro que a gente se esforça pra manter o contato. Tem pessoas ali que eu encontro sempre. Mas eu sinto falta de estar lá, rir, participar das festinhas, me divertir com as crianças.

Queria ter esse contato ainda… Ter esse corpinho ainda também LOL. As risadas, o hopi hari, festa junina.Festa de final de ano. Inimigo secreto. Tem momentos que eu sinto TANTA falta.

As vezes eu fico nostálgica assim. Mas logo passa, afinal, eu também sinto falta do CTI, da clínica, do BNC, do arquivo… fases…

Mudanças

Mudanças são oportunidades. Podem ser vistas como ameaças por muitos, mas, todas precisam ser exploradas como uma oportunidade – para fazer algo de diferente, algo de novo e, acima de tudo, para fazer algo melhor, algo mais produtivo e lucrativo.
(Drucker, Peter)

Eu não tenho medo de mudar. Mudar de casa (apesar de ter demorado taaaaanto), mudar de emprego, mudar de cargo. Mudar o cabelo (tô precisando), mudar a cor de esmalte. Mudar o caminho para ir pro serviço.

Eu gosto de mudanças, desafios. E mais uma vem aí. Nova oportunidade no emprego, com grandes expectativas. A tristeza de deixar aquelas pessoas que aprendi a conviver diariamente, mais uma vez. Mas a certeza de ser uma coisa positiva, aquele friozinho na barriga bom sabe? Eu me sinto reescrevendo aquele post quando saí da minha escolinha querida. Apesar da mudança ser menor agora (continuarei no mesmo serviço, vou mudar somente a área/lugar), são as mesmas sensações.

Enfim, crescer tem dessas coisas. E eu agradeço pelas coisas boas terem sido infinitamente maiores até aqui. Que continue assim.

2011 agitado esse, hein? ;c)

O Caderno

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Eu, numa livraria aqui em Bauru, procurando o novo livro “Caim”, do Saramago pra dar de presente para o Bruno. Estava na dúvida se comprava esse ou “Caderno”, que foi lançado há apenas alguns meses, uma compilação dos textos do blog desse mesmo autor (meu favorito ever). A conversa:

– Olá, quanto tá o novo livro “Caim”, do Saramago? – eu pergunto

– R# 39,90 – ela responde

– E o “Caderno”? – novamente pergunto. Aí que vem a pérola:

– Cadernos são na seção de papelaria.

WTF??

Desculpa aí, senhora antendente conhecedora de livros.

Antes que me critiquem, eu também acho que ela não é obrigada a conhecer todos os livros do mundo, mas que foi triste, isso foi. Afinal, o livro é lançamento, Saramago é Saramago e esse é o trabalho dela, né?